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16 de junho de 2015

Morada

Ilustração de Tamypu
Sozinho na grande cama,
perdido nos seus frios corredores,
ouço, de quartos interiores,
a tua voz que me chama.

Do fundo da noite enorme
onde pouso a cabeça por fora
a tua voz de alguém acorda-me
como num sono insone.

Como se a tua voz agora
antigamente me chamasse
e tudo, menos a tua voz, faltasse
fora da minha memória.


Manuel António Pina, in Poesia, saudade da prosa - uma antologia pessoal, Assírio&Alvim, 2012, 2ª ed., p. 47

19 de janeiro de 2014

Hábitos de sono

Ilustração de Muriel Kerba

Um bebé deve adquirir hábitos de sono desde que nasce.

Teresa Paiva, in Bom sono, boa vida, Oficina do Livro, 2008, 2ª ed. p. 192

18 de janeiro de 2014

Organizar o sono

Ilustração de Laimonas Smergelis

A criança deve ser ensinada desde que nasce a ter hábitos regulares de sono, mas a organização necessária varia com a idade. 



Teresa Paiva, in Bom sono, boa vida, Oficina do Livro, 2008, 2ª ed. p. 207


17 de janeiro de 2014

Dormir, para quê?

Ilustração de Viviana Garofoli

Há muito na vida para além do trabalho, e a privação voluntária de sono, com o tempo, torna-se caro. 

Teresa Paiva, in Bom sono, boa vida, Oficina do Livro, 2008, 2ª ed. p.75

23 de setembro de 2013

Perto do acordar

Ilustração de Ina Doncheva



Estamos perto do acordar, quando sonhamos que sonhamos.




in Fragmentos de Novalis (seleção, tradução e desenhos de Rui Chafes), Assírio & Alvim, 2000, 2ªed., p.29

22 de setembro de 2013

Dormir bem


Ilustração de Rose Wong

Faça do sono uma coisa boa da sua vida. Não o maltrate! 

Dormir bem é uma bênção.



                          Teresa Paiva, in Bom sono, boa vida, Oficina do Livro, 2008, 2ª ed. p. 40

21 de setembro de 2013

Bom sono, boa vida

Ilustração de Alberto Ruggieri


Se dormir bem, viverá melhor.

Teresa Paiva, in Bom sono, boa vida, Oficina do Livro, 2008, 2ª ed. p. 73

28 de agosto de 2013

Abandonar-se...



Ilustração de Aimee Sicuro


Ir para o sono se parece tanto com o modo como agora tenho de ir para a minha liberdade. Entregar-me ao que não entendo será pôr-me à beira do nada. Será ir apenas indo, e como uma cega perdida num campo. Essa coisa sobrenatural que é viver. O viver que eu havia domesticado para torná-lo familiar. Essa coisa corajosa que será entregar-me... 
 
Clarice Lispector, in A paixão segundo G.H., Relógio d'Água, 2000, p. 14

22 de julho de 2013

Paul Celan, antes de atravessar a ponte Mirabeau

Ilustração de Mike Worrall

Se um quarto se pode abrir para o sonho,
quando a noite é pesada e o barulho da chuva entra
pela janela, já o sonho não se abre para quem não
dorme, enrolado na insónia como num velho 
cobertor. Então, o que passa pela cabeça são
os pensamentos que não se deveriam ter. Mas 
a noite é assim: não faz distinção entre quem
dorme e quem está acordado; e o barulho da chuva
aumenta, com o vento, trazendo o que está
fora do quarto para dentro do quarto, e obriga
quem não dorme a agarrar-se ao cobertor, como
se fosse a última bóia no naufrágio da noite.


Nuno Júdice, in Fórmulas de uma luz inexplicável, D. Quixote, 2012, 2ª ed., p. 69