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2 de março de 2013

O mar. O mar novamente à minha porta.

Ilustração de Mariana Kalacheva

O mar. O mar novamente à minha porta.
Vi-o pela primeira vez nos olhos
de minha mãe, onda após onda,
perfeito e calmo, depois,

contra falésias, já sem bridas.
Com ele nos braços, quanta,
quanta noite dormira,
ou ficara acordado ouvindo

seu coração de vidro bater no escuro,
até a estrela do pastor
atravessar a noite talhada a pique
sobre o meu peito.


Este mar, que de tão longe me chama,
que levou na ressaca, além dos meus navios?

Eugénio de Andrade, in Branco no branco


Ilustração de Jeffrey Larson


As ondas quebravam uma a uma
Eu estava só com a areia e com a espuma
Do mar que cantava só para mim.

Sophia de Mello Breyner Andresen, in Dia do Mar