Número total de visualizações de páginas

Mostrar mensagens com a etiqueta sol. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta sol. Mostrar todas as mensagens

14 de julho de 2015

Uma estrela brilha

Ilustração de Ota eJane Dek



Ainda nunca estive neste local: respira-se de outra forma, mais ofuscante que o sol, brilha ao seu lado uma estrela. 




Franz Kafka, in Aforismos (escritos na localidade histórica de Zürau), Assírio&Alvim, 2008, p. 41



8 de junho de 2014

Acordou a manhã

 Acordou a Manhã
P’ra dar
De beber aos pássaros…

O Sol pôs-se a pino
P´ra lhe doirar as asas…
A Noite veio
P’ra fechar
As pálpebras dos pássaros…
  
Ilustração de S. Eidrigevicius
De nada disto os pássaros souberam.
E todo o dia cantaram
Como se agradecessem…

                                                                           
Sebastião da Gama, in Estevas

26 de março de 2014

Meio da vida


Ilustração de Becky Kelly


Porque as manhãs são rápidas e o seu sol quebrado
Porque o meio-dia
Em seu despido fulgor rodeia a terra

A casa compõe uma por uma as suas sombras
A casa prepara a tarde
Frutos e canções se multiplicam
Nua e aguda
A doçura da vida



Sophia de Mello Breyner Andresen, Livro Sexto, in Obra Poética, Caminho, 2011, 2ª ed., p.408

9 de julho de 2013

9 de julho

Ilustração de Alessia Girasole



Pus um chapéu em cima da flor por causa do sol.
A minha mãe não gostou.



Afonso Cruz, "9 de Julho" in O livro do ano 

24 de junho de 2013

São João e os solstícios

Ilustração de Young Ju Choi

S. João Baptista é santo austero, dado aos jejuns e às orações mais do que a euforias. Mas diz a lenda que saltou de alegria na barriga de Isabel à aproximação de Maria, mãe de Jesus. A Igreja dividiu entre os dois, João e Jesus, as festas solsticiais: a João o solstício de Verão, quando o Sol, no zénite, inicia o longo declínio para a obscuridade; a Jesus o de Inverno, quando o ciclo solar se torna de novo ascendente, e os dias crescem, cada vez mais limpos e luminosos. João, testemunha de Jesus, não foi que disse: "É preciso que ele cresça e que eu diminua"?

Manuel António Pina, "A noite unânime" in Crónica, saudade da literatura, p. 183