Um blogue que se alimenta de e com ilustrações e palavras, sobretudo textos literários.
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15 de fevereiro de 2013
14 de fevereiro de 2013
Nada nosso
Nada nosso que estás no Nada
Seja Nada o teu nome
Seja Nada o teu nome
Venha a nós o Nada do Teu Reino
Seja claro o Nada da Tua Vontade
Assim na Terra como no Céu.
O Nada que nos alimenta nos dá hoje
Perdoa-nos sempre que não formos Nada
Como tentaremos perdoar a cada uma das Tuas criaturas
Não nos deixes incorrer em tentação
E livra-nos de não sermos o Teu Nada.
José Tolentino Mendonça, in O Estado do Bosque, Cena IV
13 de fevereiro de 2013
A meta e o caminho
Sou
12 de fevereiro de 2013
11 de fevereiro de 2013
Regresso ao bosque
À entrada do bosque
10 de fevereiro de 2013
Os sentidos dos trilhos
E ele não sentia medo
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| Ilustração de Aki |
JACOB [descrevendo como John Wolf vive a sua cegueira]
A paisagem apagava-se nos seus olhos, e ele não sentia medo. Sem ver, olhava. Era como se aceitasse a nova forma de solidão. Nada mais que o passo silencioso nos degraus que sobem em espiral. Nada mais que o rumor do seu fino bordão.
José Tolentino Mendonça, in O Estado do Bosque, Assírio & Alvim, 2013, 1ª ed., Cena II, p.20
9 de fevereiro de 2013
O Estado do Bosque
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| Ilustrações de Aki |
Na recente obra dramática de José Tolentino Mendonça, o bosque é metáfora de plenitude, de busca, de local de encontro com Deus. As personagens são guiadas por um cego, John Wolf, que tem do mundo uma perceção sensorial e bela, de confiança:
JOHN WOLF
(...) Finalmente vejo o rosto de Deus.
José Tolentino Mendonça, in O Estado do Bosque, Assírio & Alvim, 2013, 1ª ed., Cena IV, p. 38
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