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29 de dezembro de 2012

A trote

Ilustração de Joysuke Wong
E assim, mesmo quando saía do seu recanto para se aquecer num dia húmido, Toby trotava. Desenhando no lodo com os sapatos furados uma linha irregular de pegadas lamacentas; soprando e esfregando as mãos enregeladas, escassamente defendidas do frio cortante com umas luvas puídas de lã cinzenta, das que somente têm um dedo para o polegar - Toby, com os joelhos arqueados e a bengala debaixo do braço, lá seguia trotando. Ao sair para a estrada, a fim de olhar a torre onde os Carrilhões badalavam, Toby continuava a trotar.

Charles Dickens, "Os Carrilhões", in Contos de Natal

Granizo em festa

Ilustração de Irene Owens

...os dias de vento, geada, neve e talvez uma violenta bátega de granizo eram dias de festa para Toby Veck.


Charles Dickens, "Os Carrilhões", in Contos de Natal

27 de dezembro de 2012

Contemplação dos sinos

...Toby atribuía aos Sinos um carácter estranho e solene. Eram tão misteriosos, ouviam-se com tanta frequência sem jamais se verem, achavam-se suspensos lá tão no alto, tão distantes, tão cheios de melancolia que ele os contemplava com uma espécie de temor respeitoso.
 
 
Ilustração de Aki
Em resumo, os sinos ressoavam-lhe constantemente nos ouvidos e ocupavam-lhe o pensamento, mas sempre os tivera na melhor consideração.
 

Charles Dickens, "Os Carrilhões", in Contos de Natal

26 de dezembro de 2012

Carrilhões

Ilustração de Redgella Deviantart
 
 
No cimo  da torre duma velha igreja, muito além das luzes e rumores da cidade, muito aquém das nuvens flutuantes que a cobrem de sombra, a noite é agreste e tenebrosa. Pois era no cimo da torre duma velha igreja que moravam os Carrilhões de que vou falar.
 
 
Charles Dickens, "Os Carrilhões", in Contos de Natal