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1 de janeiro de 2013

Dia de Ano Novo

Ilustração de Trisha Romance
Está a nevar. Para que o Ano novo tenha sucesso é preciso que neve. 

Poil de Carote salta da cama, vai lavar-se, sem sabão, na tina do jardim. Está gelada. Tem de quebrar o gelo, e este primeiro exercício alastra por todo o seu corpo um calor mais são que o dos aquecedores. Mas finge molhar a cara e, como acham que está sempre sujo, mesmo depois de se lavar dos pés à cabeça, só limpa por alto.

Jules Renard, "Dia de Ano Novo", in 101 Noites de Natal

31 de dezembro de 2012

A menina dos fósforos

Estava tanto frio! A neve não parava de cair e a noite aproximava-se. Aquela era a última noite de dezembro, véspera do dia de Ano Novo. Perdida no meio do frio intenso e da escuridão, uma pobre rapariguinha seguia pela rua fora, com a cabeça descoberta e os pés descalços. É certo que ao sair de casa trazia um par de chinelos, mas não duraram muito tempo, porque eram uns chinelos que já tinham pertencido à mãe, e ficavam-lhe tão grandes, que a menina os perdeu quando teve de atravessar a rua a correr para fugir de um trem. Um dos chinelos desapareceu no meio da neve, e o outro foi apanhado por um garoto que o levou, pensando fazer dele um berço para a irmã mais nova brincar.


Ilustrações de Serena Curmi
Por isso, a rapariguinha seguia com os pés descalços e já roxos de frio; levava no avental uma quantidade de fósforos, e estendia um maço deles a toda a gente que passava, apregoando: — Quem compra fósforos bons e baratos? — Mas o dia tinha-lhe corrido mal.






Hans Christian Andersen, A menina dos fósforos (adapt.) 

31 de dezembro de 2011

FELIZ ANO NOVO!


Pierna, de Ester García

   Um salto qualitativo em 2012!

Um salto de solidariedade,

de humanismo...