Número total de visualizações de páginas

Mostrar mensagens com a etiqueta religião. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta religião. Mostrar todas as mensagens

19 de janeiro de 2013

Cultura e vazio

Ilustrações de Alberto Godoy
 












Só pequenas minorias se emancipam da religião substituindo com a cultura o vazio que ela deixa nas suas vidas: a filosofia, a ciência, a literatura e as artes. Mas a cultura que pode cumprir esta função é a alta cultura.

Mario Vargas Llosa (2012), in A civilização do espetáculo, Quetzal, p.40

21 de novembro de 2012

Cordão umbilical da cultura



Ilustração de Danuta Wojciechowska
Cultura e religião não são a mesma coisa, mas não são separáveis, pois a cultura nasceu dentro da religião e, embora com a evolução histórica da Humanidade se tenha vindo a afastar parcialmente dela, sempre estará unida à sua fonte nutritiva por uma espécie de cordão umbilical. A religião, "enquanto dura, e no seu próprio campo, dá um sentido aparente à vida, proporciona o enquadramento para a cultura e protege a Humanidade no seu todo do aborrecimento e do desespero".





Quando fala de religião, T.S. Eliot refere-se fundamentalmente ao cristianismo, que fez, diz ele, da Europa o que é. "As nossas artes desenvolveram-se dentro do cristianismo, as leis até há pouco tinham as suas raízes nele e foi tendo o cristianismo como fundo que o pensamento europeu se desenvolveu. Um europeu pode não acreditar que a fé cristã seja verdadeira e, no entanto, aquilo que diz, acredita e faz provém da fonte do legado cristão e depende dela o seu sentido. Só uma cultura cristã podia ter produzido Voltaire ou Nietzsche. Eu não acredito que a cultura da Europa pudesse sobreviver ao desaparecimento da fé cristã".

Mario Vargas Llosa, in A Civilização do Espetáculo (citando T.S.Eliot),  Quetzal, pp. 14-15