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28 de setembro de 2012

Recordações dos livros

Segundo Montaigne, guardamos apenas recordações-ecrã dos livros que lemos. É a ideia que nos traz a lume Pierre Bayard, na sua obra Como falar dos livros que não lemos?, citando o escritor francês, e que reza assim:

Ilustração de Artisalma Deviantart

"Não guardamos na nossa memória livros homogéneos, mas fragmentos retirados de leituras parciais, muitas vezes misturados uns com os outros e, mais ainda, alterados pelos nossos fantasmas pessoais: fragmentos falsificados de livros, análogos às recordações-ecrã de que Freud fala, cuja função é sobretudo a de dissimular outras."



14 de setembro de 2012

Diálogo com os livros


A partir do momento da leitura, e mesmo sem o esperarmos, começamos - em nós e depois com os outros - a falar dos livros, e é com esses discursos e opiniões que teremos que nos relacionar, relegando para bem longe os livros reais, que se tornam, assim e para sempre, hipotéticos.


Ilustração de Allien Posada


Pierre Bayard, in Como falar dos livros que não lemos? (2008:49)