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24 de abril de 2015

Uma menina está perdida no seu século à procura do pai


Que século? Que pai? Que menina?
Esta obra de Gonçalo M. Tavares é uma alegoria à cidade da indiferença: à diferença (Hanna, a menina, sofre de trissomia 21) e ao horror.

Ilustração de Paulina Góra (Antosz)


Paradoxalmente, num hotel os quartos não têm números mas nomes: nomes de campos de concentração, não permitindo o esquecimento nem a indiferença face ao holocausto.

Ilustração de Paulina Góra (Antosz)

Marius encontra a menina perdida. Onde a levará? Encontrará ela o pai? Como terminará esta história? 

Ilustração de Paulina Góra (Antosz)

É necessário perdermo-nos e dissolvermo-nos na leitura de Uma menina está perdida no seu século à procura do pai. 

Mª Carla Crespo

9 de março de 2015

Que bicho espantoso!

Ilustração de Loretta Krupinski

As ratazanas, que bicho espantoso! Anteciparam a Segunda Guerra. Pareciam ter um mapa das canalizações de Londres; como se tivessem na cabeça os vários itinerários e como se soubessem já o que ia acontecer. Fugiram muito antes dos bombardeamentos.

Gonçalo M. Tavares, in Uma menina perdida no seu século à procura do pai, Porto Editora, 2014, 1ª ed., p.18