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12 de dezembro de 2014

Mapa de odores

Ilustração de Aurélie Blanz 



O odor fica a ser assim uma espécie de mapa, uma fonte íntima de conhecimento.


Tolentino Mendonça, in A mística do instante – O tempo e a promessa, Paulinas, 2014, col. Poéticas do viver crente , p. 116

10 de dezembro de 2014

O odor único e irrepetível

Ilustração de Bella Sinclair
O odor é volátil, só conseguimos falar dele por metáforas, mas, na verdade, nada tem de abstrato. A sua volatilidade destina-se a materializar-se. Quando alguém derrama sobre a sua pele umas gotas de perfume, o mesmo perfume, fabricado pela indústria em quantidades colossais, passa a ser apenas seu. Torna-se a sua exalação. O corpo torna os perfumes irrepetíveis, pois absorve-os e reprodu-los de uma forma que é só sua. 


Tolentino Mendonça, in A mística do instante – O tempo e a promessa, Paulinas, 2014, col. Poéticas do viver crente , pp. 115-116

9 de dezembro de 2014

O odor do instante

Ilustração de Auréie Blanz

Cada instante tem o seu odor. Cada estação. Cada pessoa. O odor imprime tonalidades afetivas a um instante que queremos distinguir de outro.


Tolentino Mendonça, in A mística do instante – O tempo e a promessa, Paulinas, 2014, col. Poéticas do viver crente , p. 115


14 de outubro de 2014

Catedral de aromas

Ilustração de Dani Torrent

Por mais que isso seja dez mil vezes mais prático, passar pela frutaria do inodoro hipermercado não é a mesma coisa que atravessar a catedral de aromas de um pomar.

José Tolentino Mendonça, "Do lado do excesso de comunicação" in A mística do Instante - o tempo e a promessa, Ed. Paulinas, 2014, 1ª ed., p. 23