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6 de março de 2012

A força das palavras

Ilustração de Anna Himself
De novo as palavras de Gonçalo M. Tavares, numa reflexão sobre a crença de que as palavras têm relação com o real: de facto - diz o jovem escritor e filósofo -, palavra e ato, palavra e realidade são independentes. A linguagem é arbitrária, como ensinam os linguistas. Posso chamar mesa a um objeto com quatro pernas e um tampo, mas poder-lhe-ia chamar sofá ou cão ou montanha... A convenção quis se chamasse mesa. Também posso levantar dois dedos e dizer "tenho aqui cinco elefantes". É esse o mundo da literatura, que não copia o real, antes o transforma ou simplesmente o transporta. Paralelamente.

Um universo a saborear, com a força das palavras e dos textos. A força das palavras que advém da imagética, da semiótica, do seu sentido vital, da sua conotação, ou de uma inexplicável realidade, que perdura, século após século. A força das orações, concluía Gonçalo M. Tavares, não é uma força literária.

De onde vem, pois, tal força?    





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