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23 de janeiro de 2015

Um pouco como dançar...



Ilustração de Sonia MariaLuce Possentini


Um pouco como dançar, um pouco como fazer de conta...isso era representar. 


Ana Teresa Pereira, "If I should wake before I die", in As velas da noite, Relógio d'Água, 2014, p. 43

24 de abril de 2013

Pura ficção?

Ilustração de Su Blackwell

Não confundas a vida com o teatro, dissera-me Rosa; e eu ouvia as mesmas palavras na boca da historiadora ao dizer-me que não devia confundir o que nasce da investigação histórica com o que realmente se passou, numa determinada época. A história do passado, somos nós que a fazemos, e não os seus protagonistas; e eu pensava nisto como se fosse uma aberração, pondo em causa todos os livros que lemos e por onde estudámos a evolução do mundo e das sociedades. Seria tudo uma pura ficção? Então, disse-lhe, a verdadeira história está nos romances, porque aí é onde o homem projecta a sua realidade, entre o que viveu e o que sonhou, sem qualquer preocupação de construir uma cena dominada pela verosimilhança que os acontecimentos conferem ao que se escreve.

Nuno Júdice, in Os Passos da Cruz (2009), D, Quixote, 1ª ed., p. 74

10 de fevereiro de 2013

E ele não sentia medo

Ilustração de Aki


JACOB [descrevendo como John Wolf vive a sua cegueira]


A paisagem apagava-se nos seus olhos, e ele não sentia medo. Sem ver, olhava. Era como se aceitasse a nova forma de solidão. Nada mais que o passo silencioso nos degraus que sobem em espiral. Nada mais que o rumor do seu fino bordão.


José Tolentino Mendonça, in O Estado do Bosque, Assírio & Alvim, 2013, 1ª ed.,   Cena II, p.20

9 de fevereiro de 2013

O Estado do Bosque

Ilustrações de Aki

Na recente obra dramática de José Tolentino Mendonça, o bosque é metáfora de plenitude, de busca, de local de encontro com Deus. As personagens são guiadas por um cego, John Wolf, que tem do mundo uma perceção sensorial e bela, de confiança:


JOHN WOLF

(...) Finalmente vejo o rosto de Deus.


 José Tolentino Mendonça, in O Estado do Bosque, Assírio & Alvim, 2013, 1ª ed., Cena IV, p. 38