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26 de janeiro de 2015

Velhos livros e ninguém

Era uma porta estreita, ao lado de uma montra onde se amontoavam livros em segunda mão, numa grande desordem. Do outro lado uma sala comprida e escura, enormes prateleiras que cobriam inteiramente as paredes. Velhos livros e ninguém. Nunca vira uma pessoa lá dentro. Cliente ou empregado. Aquela porta aberta, a penumbra da sala, de que não se via o fundo, lembravam vagamente uma armadilha.

Ilustração de Santiago Caruso
        
                Ana Teresa Pereira, "A rapariga da Pont Neuf", in As velas da noite, Relógio d'Água, 2014, p. 35

25 de janeiro de 2015

A livraria do Pont Neuf

Ilustração de Wonil Suh


Àquela hora havia uma ou outra espelunca ainda aberta, o que não tinha nada de surpreendente. O que a intrigava era a livraria, a porta enigmaticamente aberta da livraria.

Ana Teresa Pereira, "A rapariga da Pont Neuf", in As velas da noite, Relógio d'Água, 2014, p. 35