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25 de janeiro de 2015

A livraria do Pont Neuf

Ilustração de Wonil Suh


Àquela hora havia uma ou outra espelunca ainda aberta, o que não tinha nada de surpreendente. O que a intrigava era a livraria, a porta enigmaticamente aberta da livraria.

Ana Teresa Pereira, "A rapariga da Pont Neuf", in As velas da noite, Relógio d'Água, 2014, p. 35

18 de novembro de 2011

Reflexões literárias

Quando leio, dificilmente me descolo de um olhar técnico, crítico, analítico.

Posso fazer humor com o que leio, divertir-me, saborear a estética, identificar-me com o conteúdo (narrativo, biográfico, poético...). O que não consigo é desprender-me da estética literária. Um texto mauzinho, sofrível, com desatenções por parte do sujeito de enunciação faz-me bocejar, desinvestir, abandoná-lo, mesmo que o tema possa requerer a maior das complacências por parte de quem o produziu ou de alguns leitores menos exigentes.  Um texto com ingredientes literários, pelo contrário, suga-me, prende-me, dá-me vontade de o ler, comentar, analisar detalhadamente. Talvez por isso, leio sempre com um lápis na mão...

Maria Carla Crespo