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1 de fevereiro de 2015

Deserto

Ilustração de Fabio Rex

O deserto é uma praia que, por melancolia, se afastou do mar.

(Malgorzata Zajac)


Afonso Cruz, in Enciclopédia da Estória Universal - Mar, Alfaguara, 2014, 1ª ed., p.

31 de janeiro de 2015

Vento de primavera

Ilustração de Tititi


Vento de primavera na costa:

As lapas agarram-se às rochas.

As gaivotas agarram-se ao vento

(Masamitsu Ito, Haikus)

Afonso Cruz, in Enciclopédia da Estória Universal - Mar, Alfaguara, 2014, 1ª ed., p. 176

30 de janeiro de 2015

Búzios

Ilustração de Redmer Hoekstra



Encosto o ouvido ao mar para ouvir o barulho dos búzios.

(Piotr Korzhev)

Afonso Cruz, in Enciclopédia da Estória Universal - Mar, Alfaguara, 2014, 1ª ed., p. 77


29 de janeiro de 2015

Vida

Ilustração de Bobby Chiu

A coisa mais difícil de navegar é a vida.
Não é o mar.

(Malgorzata Zajac)


Afonso Cruz, in Enciclopédia da Estória Universal - Mar, Alfaguara, 2014, 1ª ed., p. 177

27 de janeiro de 2015

É muito difícil para elas, para as palavras...

7 Ando pela casa em silêncio, porque as palavras, com a tristeza, ficam sozinhas, a deambular pela nossa cabeça, perdidas, sem saber para onde ir, as palavras emagrecem, definham, já não sabem o que significam, a palavra exultar pode transformar-se na palavra unhas, a palavra vida pode transformar-se na palavra rato, a palavra riqueza pode transformar-se na palavra sobras, a palavra felicidade pode transformar-se na palavra longe, a palavra infelicidade pode transformar-se na palavra costume. 

Ilustração de John Lendis

8 É muito difícil para elas, para as palavras, quando há muita aflição e ranger de dentes.

Afonso Cruz, in Enciclopédia da Estória Universal - Mar, Alfaguara, 2014, 1ª ed., p. 22

24 de agosto de 2013

Flores do deserto

Ilustração de Beatriz Martin-Vidal


No deserto as flores desabrocham na imaginação.

Fragmento Anónimo, século I depois da Hégira

As flores do deserto não precisam de água, precisam de imaginação.

Variante do Fragmento 35 citado por Gunnar Helverg


Afonso Cruz, in Enciclopédia da Estória Universal - Recolha de Alexandria, Alfaguara, 2012, 1ª ed., p. 51

23 de agosto de 2013

Deserto

Perto de Ispaão,*
há uma ameixeira
que dá dois tipos de frutos:
as ameixas que são doces e
os espaços entre as ameixas
que são silenciosos. São estes
últimos que, ao fim da tarde,
exibem o pôr-do-sol através dos ramos.

Petar Stamboliski, Poesia 

Afonso Cruz, in Enciclopédia da Estória Universal - Recolha de Alexandria, Alfaguara, 2012, 1ª ed., p. 36



* Província do Irão

18 de agosto de 2013

Trepidação


Ilustração de Veronika Marosy


Saímos do comboio:
A fotografia, afinal,
não estava tremida.

Hiro Yamaguchi


Afonso Cruz, in Enciclopédia da Estória Universal - Recolha de Alexandria, Alfaguara, 2012, 1ª ed., p. 101

10 de agosto de 2013

Imortalidade

Desenho de Júlio Pomar





Há dois tipos de pessoas no mundo: 


as que acreditam que Pessoa morreu 

e as que o leram ainda no outro dia.

L. Ventura



Afonso Cruz, in Enciclopédia da Estória Universal - Recolha de Alexandria, Alfaguara, 2012, 1ª ed., p. 64

Einstein estava errado

Ilustração de Vladymyr Lukash

Einstein está cada vez mais errado. Isto não é um contínuo espaço/tempo. É um contínuo falta-de-espaço/falta-de-tempo.


Lukasz Szczepanski

Afonso Cruz, in Enciclopédia da Estória Universal - Recolha de Alexandria, Alfaguara, 2012, 1ª ed., p. 43

8 de agosto de 2013

Evolução da sociedade

Ilustração de Vladymyr Lukash


Chama-se 
evolução
da sociedade
ao tempo que
se leva a concordar
com os artistas 
do século passado.

Tsilia Kacev, Exposição em Paris, 1979



Afonso Cruz, in Enciclopédia da Estória Universal - Recolha de Alexandria, Alfaguara, 2012, 1ª ed., p. 49

7 de agosto de 2013

Viver e estar vivo

Ilustração de Liu-Qiming


Todos os que vivem
morrem, 
mas nem todos 
os que morrem
viveram.

Kláta Sors



Afonso Cruz, in Enciclopédia da Estória Universal - Recolha de Alexandria, Alfaguara, 2012, 1ª ed., p. 105

6 de agosto de 2013

Escultura

Ilustração de Vanessa Cooper


O homem é como a pedra
dum escultor.
Quem diria que, desbastada,
se encontraria lá dentro
uma obra-prima?
Dentro do homem,
quem diria que poderíamos
encontrar Deus?

Fragmento Anónimo, século I depois da Hégira



Afonso Cruz, in Enciclopédia da Estória Universal - Recolha de Alexandria, Alfaguara, 2012, 1ª ed., p. 43

5 de agosto de 2013

Poliopsia



Ilustrações de Vladimir Kryloff

Existe uma doença oftálmica chamada poliopsia. Consiste em ver várias imagens dum mesmo objecto. Quando a poliopsia ataca o cérebro, chamamos-lhe sabedoria: consiste em ver o mesmo objecto, mas de perspectivas diferentes, como se fosse visto por várias pessoas.

Tsilia Kacev, frase que adorna a obra "Mesa", citado por Afonso Cruz, in Enciclopédia da Estória Universal - Recolha de Alexandria, Alfaguara, 2012, 1ª ed., p. 79

Berlinde

Ilustração de Kaatje Vermeire
No futuro
iremos passar durante
um minuto todos os dias,
interromper o que estivermos
a fazer, de repente, a meio
de uma palavra, de uma passada,                                    
de uma garfada. E, perfeitamente
imóveis, veremos que o mundo
é uma cruz para quem o carrega
e um berlinde para quem o empurra.
Depois é só escolher.

(Petar Stamboliski, Poesia)

Afonso Cruz, in Enciclopédia da Estória Universal - Recolha de Alexandria, Alfaguara, 2012, 1ª ed., p. 24

3 de agosto de 2013

Avarento

Ilustração de Ryszard Chmiel

O avarento segue o caminho das trevas só para não ter de apagar a luz.
 
Malgorzata Zajac
 
 
Afonso Cruz, in Enciclopédia da Estória Universal - Recolha de Alexandria, Alfaguara, 2012, 1ª ed., p. 19