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23 de janeiro de 2015

Um pouco como dançar...



Ilustração de Sonia MariaLuce Possentini


Um pouco como dançar, um pouco como fazer de conta...isso era representar. 


Ana Teresa Pereira, "If I should wake before I die", in As velas da noite, Relógio d'Água, 2014, p. 43

22 de janeiro de 2015

Dança...

Ilustração de Yao Xiong -Y. Nana


Não era difícil acreditar em contos de fadas. Cathy estava habituada a um palco, desde os cinco anos que estudava Dança, e o palco agora era uma velha casa, um longo jardim, um lago de águas imóveis. Antes de ela aparecer no filme, via-se o seu reflexo na água. E quase no final dançava sozinha no pavilhão junto ao lago, ao som da melodia da caixa de música, Oh, Willow Waly.



Ana Teresa Pereira, "If I should wake before I die", in As velas da noite, Relógio d'Água, 2014, p. 43

11 de junho de 2014

Dança II


De pés nus pisas o solo. Sentes a música dentro de ti e sem saber como gizas no ar movimentos e ritmos novos, em improviso próprio. Coreografias desenhadas no momento, em explosão urgente de desejos e de imagens retidas no tempo e no espaço. Elevas-te no ar e falas de cidades percorridas à descoberta, de pessoas cruzadas e esquecidas, do pio do pássaro à tardinha e da planta que regas todos os dias, em rotinas cheias. 

Ilustração de Nolla
Devagar, a música baixa e esquecendo-a ouves o teu próprio corpo, em sons ritmados, tensos e libertadores. Cada braço e cada perna em rotação espelham o que tu és e projectam-te para fora de ti em comunhão com o exterior, numa revelação de ti mesma. É deste modo que te conheces profundamente e te ultrapassas num todo cujo nome é muitas vezes indizível. 

Ilustração de Adolfo Serra

É isto a dança e é assim que nos podemos reinventar.

Marina Baltar

2 de janeiro de 2014

Tecer bailados


Ilustração de Marie Cardouat 

Quem como eu em silêncio tece
Bailados, jardins e harmonias?
Quem como eu se perde e se dispersa
Nas coisas e nos dias?

Sophia de Mello Breyner, Dia do Mar IV, in Obra Poética, Caminho, 2011, 2ª ed., p. 120

17 de novembro de 2013

Dança no universo

Ilustração de Marie Cardouat

















Estas folhas que estremecem na tarde
não sabem que dançam
à roda do universo


Tolentino Mendonça, in A papoila e o monge, Assírio&Alvim, 2013, p. 159


18 de agosto de 2012

Dança


Quero gritar ao vento que sufoco nesta inércia das cidades solitárias
onde o outro se enrola em si próprio e se esquece de si e do mundo


Quero subir às estrelas qual pássaro vadio explorando a liberdade
em rotas nunca sonhadas mas doces e ternas
como a descoberta de um segredo que nos (in)quieta e nos renova por dentro

 
 
Ilustração de Danguole Jokubaitiene

Quero ultrapassar-me a mim mesma dançando / voando
num lugar sem tempo e sem espaço onde me reconheço
 e me reencontro com o indizível
 ouvindo músicas ainda por compor e sentir

Quero tocar os outros como quem se redescobre e sabe
 como os poetas e os anjos que só assim será possível alcançar a plenitude

Marina Baltar, 2009

18 de junho de 2012

Dança

Ilustração de Mariana Kalacheva


Eram a delicadeza, a graça.

Mas também a fúria

da gataria ardendo nos telhados.



São jovens e dançam - formosos

como as dunas, os trigos, os cavalos.


Eugénio de Andrade, in Pequeno Formato

28 de abril de 2012

Dança

Ilustração de Christiane Vleugels


Quem como eu em silêncio tece
Bailados, jardins e harmonias?
Quem como eu se perde e se dispersa
Nas coisas e nos dias?



Como uma flor incerta entre os teus dedos
Há harmonia de um bailar sem fim,
 E tens o silêncio indizível dum jardim
Invadido de luar e de segredos.



Sophia de Mello Breyner Andresen, in Obra Poética I