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12 de setembro de 2013

A espuma das ondas



Ilustração de Katya Dudnik

A espuma das ondas, batendo ora mais à direita ora mais à esquerda, entornava-se como se derramada pela borda de gigantesca bacia, e era aí, na espuma, que ele estava, correndo de um lado para o outro, indo e vindo, como se tivesse traçado um limite na terra que só ele via. O que pensar de tudo quanto estava a suceder?


Lídia Jorge, "Espuma da tarde", in Marido e outros contos, D. Quixote, 2008, 5ª ed., pp.69-70

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