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2 de janeiro de 2013

Silêncio e solidão

Suporta tudo, menos a solidão e o silêncio. Pode dormir muito pouco, esquecer-se da fome, enrolar uma manta nas pernas para não ter frio, ignorar que o sexo existe, aceitar não conhecer o calor feminino, mas não suporta o silêncio e a solidão.

Ilustração de Jean-Baptiste Monge


(...) Muitos dias nascem cinzentos, mas ao som do rádio e com o cheiro do café enfrenta-os. Não se desloca de carro, mas entre montões de gente nos autocarros. E aí vê tantos rostos infelizes, tantos telemóveis que não vibram emoção alguma.

Ilustração de RWD
(...) Uma solidão absoluta. Rasgou todos os poemas porque, ao reler alguns, descobriu serem todos sobre sentimentos já ausentes. Pais ausentes. Dores ausentes. Sonhos ausentes.

Paulo Bandeira Faria, in Um Natal assim, Quidnovi


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