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18 de maio de 2012

Niñas con Cerezas
Pintura a óleo de María Santana Gómez 



Mas na metrópole há cerejas. Cerejas grandes e luzidias que as raparigas põem nas orelhas a fazer de brincos. Raparigas bonitas como só as da metrópole podem ser.  As raparigas daqui não sabem como são as cerejas...


 Dulce Maria Cardoso, in O Retorno 

2 comentários:

  1. Belos tempos em que, na minha aldeia natal, na companhia dos meus pais, íamos a pé 2 ou 3 Km, a um terreno de herança paterna com 4 belas cerejeiras, apanhar as magníficas. Eu afoitava-me, trepando a árvore e apanhava os mais belos pares de brincos rubi. Também havia uma cerejeira com brincos pretos, mas esses eram doce para saborear, empoleirada num dos ramos altos da árvore. Hoje, são tempos que a memória guarda no coração. Um dia destes, vou plantar uma cerejeira. Beijinhos

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    1. "Brincos de cerejas
      Como são bonitos,
      Uns são encarnados,
      Outros cor de vinho
      Pelos pés pegados
      Fazem uns raminhos"

      Recordo estes versos, que eu cantava com a minha irmã, na adolescência, mas já não sei a referência. Seria da Condessa de Segur?

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